
Como avaliamos cada equipe do LoL Worlds 2026 para o Pick'Ems e a Crystal Ball
Qualquer um pode copiar a tabela do último split no Pick'Ems de League of Legends e achar que resolveu o bolão. Isso funciona até uma seed 3 calejada por três séries de cinco jogos atropelar uma seed 1 que não sabe o que é pressão desde abril. Para dar uma vantagem real ao seu Pick'Ems e às escolhas da Bola de Cristal (Crystal Ball) no LoL Worlds 2026, demos notas de 0 a 10 para os 19 times pesando o tamanho de cada troféu e quantos mapas eles perderam pelo caminho. Levantar o Mid-Season Invitational (MSI) ou sobreviver à LCK e à LPL vale muito mais do que sobrar em uma liga menor, assim como varrer os playoffs por 9–1 em mapas mostra um teto muito mais alto do que sofrer em três Md5 seguidas.
Também fomos atrás dos bastidores de cada troca de elenco. Aquela contratação milionária ou o garoto promovido do Academy no meio do ano deixaram o time mais forte ou mais fraco do que no fim de 2025? Use estas notas para cravar seus favoritos ao título e caçar zebras sem tratá-las como um roteiro engessado. Apontamos quem chega pronto para erguer a Copa do Invocador, mas não cravamos colocações exatas, porque ver uma zebra de nota 5 pegar fogo ou um estreante de 18 anos virar o novo Faker é a mágica de outubro.
Placar completo de 0 a 10 das equipes do LoL Worlds 2026
- 9.5/10 · Gen.G (LCK #1, Suíço) · Campeã da LCK Cup e da LCK Season, 20–4 em mapas nos playoffs domésticos.
- 9.4/10 · Bilibili Gaming (LPL #2, Suíço) · Campeã do First Stand e dos Splits 1 e 2 da LPL, vice do MSI.
- 9.3/10 · Hanwha Life Esports (LCK #2, Suíço) · Campeã do MSI 2026, campanha de 32–11 em mapas nas Rodadas 1–2 da LCK.
- 8.8/10 · Anyone’s Legend (LPL #1, Suíço) · Campeã do Split 3 da LPL após contratar o top laner carry Breathe.
- 8.5/10 · Dplus KIA (LCK #4, Suíço) · Campeã da EWC 2026, 6–2 nas Rodadas 3–4 do Legend Group da LCK.
- 8.4/10 · T1 (LCK #3, Suíço) · Campeã mundial de 2025, 14–4 nas Rodadas 1–2 da LCK com o novo ADC Peyz.
- 8.2/10 · G2 Esports (LEC #1, Suíço) · Campeã dos três splits da LEC (10–0 em MD5 domésticas) e finalista do First Stand.
- 8.0/10 · LYON (LCS #2, Suíço) · Campeã do LCS Lock-In e Spring, 3º lugar no MSI 2026, 13–2 em mapas no Summer.
- 7.9/10 · Team Liquid (LCS #1, Suíço) · Campeã do LCS Summer (9–2 em mapas nos playoffs) com parte superior reformulada.
- 7.7/10 · Top Esports (LPL #3, Suíço) · Finalista do Split 2 da LPL e vencedora da chave superior das finais regionais.
- 7.5/10 · Invictus Gaming (LPL #4, Suíço) · Arrancada de cinco MD5 no fim da temporada com o retorno de TheShy.
- 7.4/10 · Karmine Corp (LEC #3, Play-In) · 24–5 nas fases regulares da LEC (9–0 no Summer) e finalista da EWC 2026.
- 7.2/10 · Team Secret Whales (LCP #1, Suíço) · Campeã dos três splits da LCP, venceu a Top Esports por 3–1 no MSI 2026.
- 7.0/10 · Movistar KOI (LEC #2, Suíço) · Varreu a invicta Karmine Corp por 3–0 na chave inferior do LEC Summer.
- 6.8/10 · Cloud9 (LCS #3, Play-In) · 15–2 em fases regulares, estabilizada pelo elenco rotativo de sete jogadores.
- 6.3/10 · CTBC Flying Oyster (LCP #2, Suíço) · Reconstruiu quatro titulares e cresceu no Split 3 com o novato POUT.
- 6.1/10 · LOS (CBLOL #1, Suíço) · Campeã do Split 2 do CBLOL após vencer a final no Rio por 3–2.
- 5.8/10 · MVK Esports (LCP #3, Play-In) · O técnico SofM promoveu três novatos e bateu a GAM Esports por 3–2.
- 5.7/10 · FURIA (CBLOL #2, Play-In) · Campeã do Split 1 do CBLOL mantendo os cinco titulares brasileiros.
Qualquer time acima de 9.0 entra como bicho-papão pelo título, enquanto o pelotão de 7.0 a 8.8 tem bala na agulha para explodir qualquer Bola de Cristal distraída em uma única tarde.
LCK (Coreia do Sul) Favoritos ao título e um novo azarão

A Gen.G (9.5/10) lidera o nosso ranking porque fez o mais difícil no LoL moderno: manteve os cinco titulares de 2025 (Kiin, Canyon, Chovy, Ruler e Duro) e ficou ainda mais cruel. No ano passado, o suporte Duro (ex-FearX) era a única interrogação do time; em 2026, ele virou o parceiro de engage perfeito para o Ruler. A Gen.G tratou a Coreia como treino de luxo, levando a LCK Cup com 11–2 em mapas nos playoffs (3–0 na HLE e na BNK FearX com pathing de MVP do Canyon) e sobrando na temporada unificada da LCK com 19–7 em séries (44–19 em jogos) antes de bater a HLE duas vezes por 3–1 pelo título. Só dois tropeços internacionais tiram o 10 perfeito: o chocante 0–3 para a G2 no First Stand e o 2–3 para a T1 no Road to MSI. Mesmo assim, a Gen.G chega como candidata número um a vencer o LoL Worlds 2026.
A Hanwha Life Esports (9.3/10) poderia ter desmoronado quando Peanut se aposentou e Viper voltou para a China. Em vez disso, a HLE chutou o balde e contratou o caçador carry Kanavi (ex-JDG e TES) ao lado do tricampeão mundial Gumayusi para jogar com Zeus, Zeka e Delight. Janeiro foi um desastre, com um décimo lugar na LCK Cup enquanto o time batia cabeça por recursos. Mas bastou Delight e Kanavi alinharem os invades no rio para a HLE virar um trator: fez 15–3 (32–11 em mapas) nas Rodadas 1–2 da LCK e bateu a T1 por 3–1 rumo ao MSI. Em Daejeon, levou a taça varrendo TSW e G2 por 3–0 e vencendo duas guerras de cinco jogos contra LYON e BLG com Zeus eleito MVP. Duas derrotas por 1–3 para a Gen.G em setembro deixaram a equipe com a seed 2, mas os atuais campeões do MSI podem bater qualquer time do mundo.
A Dplus KIA (8.5/10) mostra o que acontece quando um clube gigante para de reciclar medalhões e solta a molecada. Fora do Mundial em 2025, o técnico cvMax dispensou Aiming e BeryL e entregou a bot lane ao prodígio Smash (ex-T1 Challengers) e ao suporte estreante Career (MVP das finais da LCK CL 2025) ao lado de Siwoo, Lucid e ShowMaker. Smash joga cada troca na lane como se não tivesse freio, e os engages instantâneos de Career devolveram ao ShowMaker o ritmo acelerado que ele tanto pedia. Após o terceiro lugar na LCK Cup e um 2–3 doído para a KT no Road to MSI, a DK pegou fogo em julho e conquistou a Esports World Cup em Paris (batendo BLG por 2–1, Gen.G por 2–1 e Karmine Corp por 3–0 com Smash MVP), além de liderar o Legend Group nas Rodadas 3–4 com 6–2. Se a garotada não tremer no palco, a DK briga pela taça.
A T1 (8.4/10) desembarca em outubro como tricampeã mundial consecutiva, mas com uma peça nova na engrenagem. Com a saída de Gumayusi, a T1 apostou no fenômeno mecânico Peyz, de 20 anos (ex-Gen.G e JD Gaming), ao lado de Doran, Oner, Faker e Keria. O cleanup elétrico de Peyz nas teamfights parecia imparável na primavera, levando a T1 a 14–4 (30–10 em mapas) nas Rodadas 1–2 e a um 3–2 sobre a Gen.G pela vaga no MSI. No verão, porém, rivais de elite castigaram a menor estabilidade weak-side da bot lane em séries longas de Fearless Draft: a T1 caiu em 5º–6º no MSI (2–3 para a BLG e 1–3 para a G2), ficou em quarto na EWC e fechou o Legend Group em 3–5 antes de perder duas séries para a HLE. Esses tropeços explicam o 8.4, mas tirar Faker e Keria da sua Bola de Cristal em outubro é pedir para passar vergonha.
LPL (China) Poder de fogo nas side lanes e sobreviventes da repescagem

A Bilibili Gaming (9.4/10) levou a queda na Fase Suíça de 2025 para o lado pessoal. Trouxe de volta o caçador de ritmo Xun da JDG, tirou o campeão mundial Viper da HLE para jogar com Bin, Knight e ON sob o comando de Daeny e, de cara, virou um supertime que joga por música. Xun devolveu a bússola de early game ao ON, Viper trouxe um seguro de late game que não pede babá, e um rodízio rápido com o novato Wenbo em janeiro só deixou o Bin ainda mais mordido. A BLG levou o Split 1 da LPL (3–1 na JDG), dominou o First Stand em São Paulo batendo BNK FearX e G2 por 3–1 com Bin MVP, e enfileirou cinco Md5 na lower bracket para varrer a TES por 3–0 no Split 2. Ficou a um mapa do título do MSI (2–3 para a HLE) e fez 12–2 no Split 3 antes de dividir duas séries com a AL. A BLG tem tudo para ser campeã mundial.
A Anyone’s Legend (8.8/10) passou o primeiro semestre inteiro batendo na trave. Manter o quinteto quartofinalista do Mundial de 2025 (Flandre, o MVP do Split 1 Tarzan, Shanks, Hope e Kael) rendeu dois quartos lugares nos Splits 1 e 2: perto o bastante para doer, longe de uma viagem internacional. Percebendo que o Fearless Draft exigia uma ameaça carry muito mais pesada na side lane, a AL contratou o veterano duelista Breathe (ex-Weibo e IG) em julho. Essa peça abriu o mapa inteiro para Tarzan e Shanks. Mesmo após tomar 3–0 da BLG na final da upper bracket do Split 3, a AL não piscou: bateu a IG por 3–2 na lower e chocou a BLG por 3–1 na Grande Final para conquistar a LPL pela primeira vez. Vencer o split mais pesado da China coloca a AL direto na briga pelo título.
A Top Esports (7.7/10) viveu drama suficiente em 2026 para três temporadas de novela. Após perder Kanavi para a Coreia, a TES abriu o Split 1 sem o astro JackeyLove, afastado para tratar zumbido no ouvido (o garoto JiaQi segurou a bronca), e viu o caçador naiyou tomar banimento vitalício em março por manipulação de resultados. A diretoria apertou o botão de emergência no Split 2: repatriou Tian (MVP da final do Mundial 2019) ao lado de JackeyLove recuperado, rodou o novato ZUIAN com 369 no topo e trouxe o experiente suporte Zhuo em julho. Esse grupo calejado chegou à final do Split 2 (0–3 para a BLG) e superou o fiasco no MSI (0–2 contra G2 e TSW) e duas derrotas por 2–3 nos playoffs do Split 3 batendo a IG por 3–1 na Final Regional. Com Tian e JackeyLove saudáveis, a TES é uma bomba-relógio para qualquer Pick'Ems.
A Invictus Gaming (7.5/10) é a última seed 4 que alguém gostaria de cruzar na Fase Suíça. Enquanto o lendário TheShy tirou férias nos Splits 1 e 2 e o atirador GALA saiu, a IG rodou Soboro e Breathe no topo, revezou Jwei e Meiko como suporte e promoveu o novato JiaQi (ex-TES Challengers) na vaga de Photic, chegando a cair para o Grupo Nirvana após tomar 3–0 da ThunderTalk no Play-In do Split 2. Tudo virou do avesso quando TheShy voltou no Split 3 ao lado de Wei, Rookie, JiaQi e Meiko. JiaQi jogou teamfights de gente grande como se tivesse dez anos de palco, e a IG enfileirou cinco Md5 entre playoffs e repescagem regional (batendo TES por 3–2, WE por 3–1, LGD por 3–0 e JDG por 3–1, além de levar a campeã AL ao quinto jogo). É um monstro histórico vestido de quarta seed.
LEC (EMEA) Invencibilidade nos playoffs e caos no Fearless Draft

A G2 Esports (8.2/10) não mexeu em uma única peça após 2025, e a aposta pagou com juros. Manter BrokenBlade, SkewMond, Caps, Hans Sama e Labrov permitiu que o caçador francês SkewMond e o suporte Labrov transformassem o early game da G2 em um relógio suíço. Na Europa, ninguém conseguiu ganhar uma série deles: a G2 levou os três splits da LEC (Versus, Spring e Summer), fechando o ano invicta em 10–0 em Md5 domésticas e amassando o chaveamento de verão por 9–1 em mapas. Melhor ainda, as vitórias internacionais foram pra valer, com direito a um 3–0 sobre a Gen.G na semifinal do First Stand e triunfos em Md5 contra Top Esports (3–2) e T1 (3–1) rumo ao quarto lugar no MSI. Os 0–3 contra HLE e LYON no MSI a deixam logo abaixo do 9.0, mas Caps tem um elenco capaz de derrubar gigantes asiáticos.
A Karmine Corp (7.4/10) é o sorteio que ninguém quer ver no Play-In. O técnico Reapered manteve Canna, Yike e o prodígio Caliste, mas reformulou o eixo do mapa com o mid coreano kyeahoo, de 20 anos (especialista em pocket picks de Fearless Draft vindo da DRX Challengers), e o suporte Busio (ex-FlyQuest), cuja dupla cidadania polonesa-americana economizou vaga de import. Durante nove meses, a KC foi um rolo compressor na fase regular da LEC, somando 24–5 nos três splits (incluindo um 9–0, 18–2 em mapas no verão) e chegando à final da Esports World Cup em Paris após bater Anyone's Legend por 2–0 e T1 por 2–1. A nota fica em 7.4 apenas porque o time travou em Md5 eliminatórias, perdendo duas finais por 2–3 para a G2 e tomando 3–0 de Team Liquid e Movistar KOI. Se kyeahoo e Caliste controlarem os nervos, a KC vai dar trabalho na Suíça.
A Movistar KOI (7.0/10) passou sete meses testando o coração da própria torcida. Manter Myrwn, Elyoya, Jojopyun, Supa e Alvaro juntos pelo segundo ano parecia teimosia quando a MKOI ficou em terceiro no Versus e na Primavera (fora do First Stand e do MSI) e tropeçou para um sexto lugar (4–5, 10–12 em mapas) na fase regular de verão. Aí começou a lower bracket, e a MKOI lembrou como adora transformar jogo limpo em pancadaria. Com os counterpicks malucos de Myrwn no topo e a lane agressiva de Jojopyun, bateu a Vitality por 3–2, passou pela Natus Vincere por 3–1 e chocou a Europa ao varrer a até então invicta Karmine Corp por 3–0 para carimbar vaga direta na Suíça. É um time de lua que adora arrastar favoritos para a lama.
LCS (América do Norte) Pódio no MSI e um quebra-cabeça de sete jogadores

A LYON (8.0/10) chutou a porta na sua temporada de estreia na LCS e entregou a melhor campanha internacional da América do Norte em anos. O técnico Reignover montou um esquadrão pesado ao redor do mid coreano Saint contratando o caçador duas vezes MVP Inspired, o atirador Berserker (MVP da LCS 2023), o suporte Isles e o veterano topo Dhokla, que assumiu a vaga em definitivo após o novato canadense Zamudo esbarrar em problemas de visto. O split-push sem freio de Dhokla e o controle de mapa de Inspired levaram a LYON ao título do Lock-In, a uma varrida de 6–0 nos playoffs da Primavera sobre C9 e TL, e a um histórico terceiro lugar no MSI 2026, varrendo FURIA, TSW e G2 por 3–0 antes de levar a campeã HLE ao quinto jogo (2–3). O 1–3 para a TL na final de verão tira a seed 1, mas a LYON troca soco com qualquer um.
A Team Liquid (7.9/10) olhou para o fiasco de ficar fora do Mundial de 2025 e reconstruiu toda a metade superior do mapa ao redor de Yeon e CoreJJ. Trazer o especialista weak-side da LCK Morgan (ex-BRION), o caçador argentino Josedeodo (ex-Estral) e o mid Quid (MVP da LCS 2024, ex-100 Thieves) curou os apagões de mid game que assombravam a equipe. Morgan absorveu pressão isolado no topo enquanto Josedeodo e Quid transformaram cada luta no rio em espetáculo. Depois de subir do quarto lugar no Lock-In para o vice na Primavera e varrer a Karmine Corp por 3–0 no Play-In do MSI, a Liquid sobrou no verão com 6–1 (12–3 em jogos) e 9–2 nos playoffs, batendo C9 por 3–1 e LYON por 3–1 com Josedeodo MVP das Finais. Chega a outubro jogando seu LoL mais afiado do ano.
A Cloud9 (6.8/10) transformou seu elenco de 2026 em um tabuleiro de xadrez ao redor de Thanatos, Blaber e Vulcan. Com APA no mid e Zven como titular no Lock-In e na Primavera, a C9 amassou nas fases regulares em Md3 com 10–0 somados (3–0 no Lock-In, 7–0 na Primavera), mas batia num muro nas Md5 de Fearless Draft sempre que os rivais focavam o leque de campeões de APA. Em vez de insistir no erro para o verão, a C9 expandiu para sete jogadores, trazendo de volta o mecânico mid coreano Loki e o experiente ADC Tactical para disputar 32 dos 36 mapas da equipe (18–14). A mudança levou a C9 a 5–2 na fase regular e a um 3–1 sobre a LYON na semifinal da upper bracket para carimbar o passaporte do Mundial, fazendo dela uma dor de cabeça para qualquer rival no Play-In.
LCP (Ásia-Pacífico) Varredura vietnamita e os novatos de SofM

A Team Secret Whales (7.2/10) inaugurou uma nova era no Pacífico sob a batuta de WarHorse, técnico campeão mundial em 2019. Ao cercar o veterano shotcaller vietnamita Bie com garotos prodígios cheios de mecânica (o caçador de 18 anos duas vezes MVP Hizto, o mid MVP das finais do Split 1 Dire e o atirador Eddie) e efetivar Pun no topo no lugar de Hiro02, a TSW acabou com os throws de Barão no mid game que costumavam afundar times jovens da região. Venceu os três splits da LCP em 2026, fazendo 7–0 em séries no Split 2 e varrendo a CTBC Flying Oyster por 6–0 somados nas finais do Split 3. E o melhor: após sair 0–6 em mapas no First Stand, essa molecada chegou ao MSI 2026 e eliminou a Top Esports da LPL por 3–1 em uma Md5. Se você procura um matador de gigantes para o Pick'Ems, achou.
A CTBC Flying Oyster (6.3/10) precisou trocar a turbina com o avião no ar após perder quatro titulares da histórica campanha de quartas de final do Mundial de 2025 (JunJia, HongQ, Kaiwing e Driver), restando apenas o topo Rest e o astro Doggo. As primeiras tentativas com o caçador Shad0w e os novatos Pungyeon, Orca e 2274 deixaram a CFO empacada em 5º–6º nos Splits 1 e 2 e com 40–47 em mapas no acumulado do ano. A virada veio em julho, quando o clube promoveu o mid coreano POUT, de 18 anos, ao lado do experiente suporte Kino. POUT jogou sem medo de ser feliz, puxando um 3–1 na Fase Suíça e três vitórias seguidas em Md5 sobre a MVK Esports (3–2, 3–0 e 3–1) pela segunda vaga direta da LCP. Vai que o POUT é aquele estreante desconhecido que pega fogo e vira lenda no chaveamento?
A MVK Esports (5.8/10), rebatizada a partir da MGN Vikings Esports e comandada por SofM (vice-campeão mundial em 2020), é a história mais simpática deste LoL Worlds 2026. Quando os veteranos Kati, Shogun e Elio amargaram o sétimo lugar no Split 1 da LCP, SofM teve coragem de sobra em abril: colocou os medalhões no banco e subiu três garotos do Academy de uma vez só, escalando Chika no mid, Harky como ADC e SiuLoong de suporte ao lado da dupla Kratos e Gury. Guiada pelo famoso macro centrado na selva de SofM, a garotada saltou para quarto no Split 2 (derrubando a CFO por 3–2) e terceiro no Split 3, onde desbancou a gigante GAM Esports por 3–2 em uma batalha de cinco jogos pela primeira vaga da história do clube no Mundial. Time jovem assim joga sem peso nenhum nas costas.
CBLOL (Brasil) Final de cinco jogos no Rio fecha a lista do Mundial

A LOS (6.1/10) carimbou a única vaga direta do Brasil na Fase Suíça em 10 de outubro após uma escalada de um ano sob o comando do técnico coreano Enatron. Reformulando todo o elenco de 2025, a LOS juntou o topo Zest (ex-Gen.G Challengers) e o mid Feisty (ex-WE Academy) com a Revelação do CBLOL 2025 Duduhh e o veterano suporte Ackerman, fechando o quebra-cabeça em abril ao contratar o agressivo caçador coreano Curse na vaga de Drakehero. Depois de perder a final do Split 1 por 1–3 para a FURIA enquanto o time ainda pegava entrosamento, a chegada de Curse turbinou o early game no Split 2. A LOS fez 6–1 (13–3 em mapas) na fase regular, bateu FURIA por 3–1 e LOUD por 3–2 na upper bracket e venceu a FURIA por 3–2 diante de uma arena lotada no Rio de Janeiro com Curse eleito MVP das Finais. O campeão brasileiro chega embalado para aprontar na Suíça.
A FURIA (5.7/10) fecha a lista dos 19 times como o curinga mais casca-grossa do torneio. Enquanto todos os rivais brasileiros desmontaram seus elencos, a FURIA manteve os cinco titulares de 2025 (Guigo, Tatu, Tutsz, Ayu e JoJo) e usou essa sinergia para conquistar o Split 1 do CBLOL (3–1 sobre a LOS) e disputar o MSI 2026, onde as derrotas por 0–3 para LYON e T1 serviram de batismo de fogo contra o ritmo internacional. A busca pelo bi no Split 2 quase desandou quando o caçador Tatu cumpriu duas suspensões disciplinares da Riot, obrigando o técnico Luuukz e o veterano aposentado Shini a quebrarem o galho na derrota por 1–3 para a LOS na upper bracket. Bastou Tatu voltar para a FURIA varrer a LOUD por 3–0 na Final Lower e levar a LOS ao Jogo 5 (2–3) no Rio. Com o quinteto completo no Play-In, a FURIA adora transformar jogo estudado em puro caos.
Mais sobre o competitivo de LoL
Fontes
- LoL Esports: equipes classificadas e visão geral oficial do Worlds 2026
- Leaguepedia: resultados e chaveamento do Mid-Season Invitational 2026
- Leaguepedia: resultados do First Stand Tournament 2026
- Leaguepedia: resultados da LCK Season 2026 e playoffs
- Leaguepedia: playoffs do Split 3 da LPL 2026 e finais regionais
- Leaguepedia: playoffs do LEC Summer 2026
- Leaguepedia: playoffs do LCS Summer 2026
- Leaguepedia: finais da temporada 2026 da LCP
- Leaguepedia: playoffs do Split 2 do CBLOL 2026